UM ADEUS À MINHA MANEIRA

Novembro 22nd, 2011

Olá! Hoje, dia 22 de Novembro de 2011, o PaiBuda despede-se! Uma despedida que não se quer triste uma vez que nunca encarei um adeus como algo doloroso. A tristeza de um adeus só existe quando se esquece e nada nem ninguém que partiu da minha vida será alguma vez esquecido. Passaram nove anos e 27 dias desde que, num pequeno apartamento na Graça, escrevi o primeiro texto num blog que surgiu de uma alcunha dos meus ex-colegas do jornal A BOLA: PaiBuda. Foram tantas as palavras, tantas as vontades, amores e mais amores, risos incontroláveis e algumas lágrimas. Lembro-me de chorar quando as minhas vizinhas lésbicas regressaram a Itália após meses de convivência sã e instrutiva. Lembro-me de rir sem parar na primeira vez que a senhora dos Frangos afirmou “se fosse mais nova papava-te”. Lembro-me dos inúmeros textos completamente idiotas que me faziam soltar gargalhadas naquela pequena casa, sozinho, mas tão acompanhado. Ali aprendi que consigo rir-me da minha própria essência, ali deixei de me dar tanta importância. Cresci literalmente como PaiBuda e agradeço por isso.

Tantas foram as pessoas que me inspiraram, momentos, olhares, recordações. Quando resolvi escrever estes últimos parágrafos prometi que não cairia em lugares comuns, qual lista de agradecimentos na entrega dos prémios do “Piropo mais Porco do Ano” na Associação de Moradores do Bairro de Santa Engrácia. É, no entanto, impossível não agradecer a quem me rodeia, a quem ficou e ficará para sempre na minha vida, a quem partiu, a quem nunca entrou. Todos me ofereceram as ferramentas para deitar cá para fora algo que mostrava o que sou, o que nunca quis ser e aquilo que serei se me deixarem. À minha Mãe e ao meu Pai aquele abraço apertado pela educação que me deram, pelo ADN e por me terem possibilitado vir ao Mundo para ser o Mundo de alguém, nem que seja o deles porque poucas pessoas me aturam! Gosto mesmo de vocês. Aos meus irmãos, lindos todos! Ao Rui “Gomes”, amigo dos tempos da Escola Secundária, que me ajudou a estar sempre on-line. E como me estou a despedir, faço-o já com um conselho simples e modesto: se um dia tiverem uma namorada e ela estiver a galar outro gajo mandem-se para baixo de um camião cisterna porque depois disso aposto vão correr os dois nus por uma praia apinhada de gente ali para os lados de Carcavelos.

A saga da Débora Paulo com o Zé Nando deu-me um tremendo gozo escrever, ri-me como tenho a certeza que ninguém o fez a lê-lo, talvez por acreditar que todos nós temos um lado deliciosamente mal-educado, brejeiro e inseguro. Os textos românticos, tantas vezes alvo de chacota por parte dos meus amigos de barba rija, acabaram sempre por ser um espelho do que um homem não deve ser perante a sociedade actual, mas como eu não gosto dessa tal sociedade que não toma banho devido à crise, escrevi-os sem uma ponta de vergonha e pensando bem ganhei umas fãs para a vida, ou melhor, para uns meses porque passado um tempo tinha de explicar que tenho um enorme Coração, sim, é verdade, mas que só dá para uma pessoa de cada vez. Está certo, ainda não dei uma gargalhada com este texto, apesar estar a tentar escrever uma piada daquelas espectaculares. Não estou triste com este adeus, acreditem, mas tenho uma dor forte nos rins, saudades, é isso, são já saudades. Era esta a piada que faltava, correu muito bem.

Hoje no metro a caminho de casa, entrou um senhor que com a sua viola dedilhava o My Way do Frank Sinatra. Ouvi, cantei baixinho, apanhei-me a sorrir e pensei que tudo se resume a isso: fiz à minha maneira! Fiz com medo algumas vezes, com muita coragem outras, mas fiz e farei sempre, nunca de forma intolerante ou prepotente, apenas e só genuína! A capacidade que cada um tem de se entregar a um simples momento da vida, revela, sem dúvida, o nível de sentimento que existe no seu coração. E quando todos percebermos que a honestidade é o caminho perfeito para saber sentir, a vida será sempre boa, quer haja ou não amor junto de nós. As gerações futuras depositam em nós a esperança que as barreiras que ainda não foram derrubadas possam sê-lo definitivamente e que a liberdade física e emocional nunca mais tolhe o comportamento de jovens e adultos que procuram ser felizes. E ser feliz não custa muito, custa ter coragem para tal. Um grande abraço com amizade e gratidão.

Até Sempre

PaiBuda

ESCOLHEM VOCÊS O TÍTULO

Outubro 26th, 2011

Olá! Olho para ti e fico sem ar, automaticamente. É um constante formigueiro que sinto no meu corpo e me deixa desconcertado, preocupante deveras, será coluna? Apeteces-me em todos os segundos do meu dia, tenho vontade de pegar em ti e levar-te para qualquer lugar do mundo, mas barato, o Sócrates levou-nos o dinheiro todo. Ao teu lado tudo é felicidade, os nossos corpos anseiam pelo toque intenso das nossas mãos que, infelizmente, nem sempre acontece quando desejamos, mas pensa, é tântrico. Há algo em ti deveras especial, há algo em ti que me fascina, há algo sublime que nos une, mas há algo em mim abarroto de escrever há algo, vou passar a existe, fica-te melhor, és linda logo existes. Seguro do que sou e do que sinto, seguro do que sentes, Seguro decide lá se votas a favor ou contra o Orçamente de Estado. Talvez seja perfeito demais, talvez seja o que sempre sonhei e tantas vezes aqui escrevi como se de um chamamento se tratasse! Escrevi porque o meu coração sempre acreditou, acreditarás tu que poderás gostar de mim um dia mesmo sem subsídio de Natal?

Hoje estive a ler muitos dos textos que escrevi para o PaiBuda desde 2005. Leio-me e tenho vontade de saltar da janela, melhor, vomitar todo o meu almoço, fazendo uma papa que depois me obrigaria a comer como forma de castigo. Sem ser psicólogo percebo agora como era o homem mais enjoativo de Lisboa, mais idiota e pseudo-romântico. Ou então, inconscientemente, fazia-me disso tudo para levar mulheres para a cama. Não, sejamos sinceros, ninguém vai para a cama com um homem assim, mas eu juro que já fiz o amor. Acabei de ler um texto onde escrevi 10 vezes “adoro-te”. Recuei na minha lembrança para perceber se namorava aquando da elaboração de tão inusitadas palavras, mas não, era tudo a fingir, era um ignóbil matreiro que convencia meninas que o amor corria nas minhas veias. Hoje cresci, corre sangue, já devia ter adivinhado isso há muito. Num texto escrevi“és a minha vida”, mas na altura lembro-me que uma mulher do Norte que conheci numa festa de anos de um amigo em comum, me perseguia, literalmente, qual louca que me deixava assustado. Será que ela me hipnotizava via sms, entrava no meu corpo e escrevia aquelas coisas?

Diz-me como te vês daqui a 30 anos, o que sonhas, os teus medos, se de alguma forma precisas de mim ou do Rendimento Social de Inserção! Serás tu um corpo inerte pela vida que não viveste, ou as rugas no rosto não terão qualquer peso numa alma sempre jovem de onde brota esse sorriso lindo, apesar de se ver já que os teus dentes são frágeis e vais ter de usar placa! Serás tu um baú de recordações amargas, ou uma fonte de onde nasce o desejo de descobrir o futuro numa consulta de Tarôt com a Maya? Diz-me se a tua vontade é agora caminhar lentamente, ou se a feira das ilusões não te permite ficar parada e te faz avançar apressadamente em busca do caminho certo para Fajão!? Pergunta-me, não tenhas medo, pergunta-me como te quero ver daqui a 30 anos que eu respondo sem hesitar. Questiona a minha vontade de ti, ignora o meu medo sempre que olhas nos meus olhos já meio pitosgas e rejubila quando me sentires alegre ao teu lado, porque aí poderás ter a certeza que estou contigo de corpo e alma! “Assim você me mata…”.

Até Já

PaiBuda

ABRAÇO SILAS, ADEUS GRAÇA

Outubro 3rd, 2011

Olá! Silas tem perto de 70 anos. No alto do seu 1,55m regressa a casa após mais um dia passado na tasca da Paula. Ali toma o pequeno-almoço, almoça, janta, fuma, conversa e bebe, bebe muito. A Paula toma conta dele como se de uma filha se tratasse, a Paula que ele viu nascer por ser grande amigo do pai, como diz com tanto orgulho. Deambula pelo passeio, passa em frente ao meu prédio e apoia-se nos pilaretes ali colocados. Mais um dia, mais uma avassaladora dose de vinho. Mais uns metros, o cambalear de quem já não consegue ver a noite de outra forma. Sóbrio é um senhor, educado, culto, com um sorriso digno de uma foto inesquecível. Alcoolizado é o mesmo senhor, com um humor maravilhoso, mas com um olhar tão perdido. Fala com os jovens com uma alegria imensa, nunca quis crescer, nunca soube gostar, afirma. A mulher que o deixou sem olhar para trás, há muito se tornou num fantasma terrível e o vinho é o barco que o faz navegar nas águas calmas onde deseja adormecer, talvez para sempre!

Silas, aquele velhinho simpático fará sempre parte do meu imaginário de recém-adulto. Há poucas semanas, aquando da nossa última conversa, deu-me três palmadas nas costas e disse-me: “És um bom miúdo, educado, simpático, tratas bem os velhos e vamos todos sentir a tua falta”. Foi uma emoção grande ouvir aquilo de alguém que durante os primeiros anos na Graça me observava com vontade de dizer olá. Só o fez quando colocaram os pilaretes em frente ao meu prédio e fê-lo com uma graça brutal: “Olhe lá, você é importante não é? Já tanta gente tentou colocar pilaretes nesta rua por causa dos carros e só você conseguiu. É amigo de algum político?”. Expliquei-lhe que não, nem sou amigo, nem importante, apenas exerci o meu direito como morador de Lisboa. Riu-se, quis-me pagar um copo de vinho, recusei com um sorriso e ele bebeu os dois. Aquele velho do velho bairro da Graça será sempre a maior força de toda a juventude.

Nove anos depois parto com saudade. Não conseguirei esquecer aquela energia tão simples, mas ao mesmo tempo tão reconfortante. As pessoas, o burburinho aos sábados de manhã, as ruas lavadas durante a noite por homens que tentam manter bonito aquele lugar tão crente da sua inusitada beleza. Foram nove anos de grandes momentos, de grandes aventuras, de grandes vizinhos, de grandes momentos de amizade e amor. A loucura dos Santos Populares, o cheiro da mercearia do Sr. Arnaldo, as tascas, os frangos assados, a Rosa Lobato Faria que tantas vezes encontrava no Pingo Doce. Os marialvas com os seus piropos inteligentes, reformulo, com os seus piropos dignos de um Nobel da Literatura. Há um que nunca vou esquecer: Sofia Aparício entra na tasca da Paula ao mesmo tempo que eu. Ambos comprámos tabaco, o Silas pisca-me o olho e ri-se. À porta dois marialvas com pulseiras de ouro e… “papava-te essa peida toda”. Felizmente não era para mim, ela riu-se e foi para casa.

Deixo um grande abraço, apertado, à Luísa, uma vizinha que se tornou uma amiga, uma senhora de grande coração, de sorriso fácil e uma educação bem acima da média. Sei que vai sentir a minha falta, eu também sentirei de certeza. À minha nova inquilina, uma amiga que resolveu abraçar aquela energia, deixo uma palavra de felicidades, com a certeza que cuidará daquele espaço como se fosse dela! Olá, foram quatro dias fantásticos no meu novo apartamento. Já passeei pelas novas ruas, já corri onde posso correr, já tomei um pequeno-almoço óptimo, apesar da torrada estar impregnada de manteiga. Já fui ao cinema Londres ler o jornal, já comi um gelado de chocolate negro delicioso. Não conheço vizinhos, não tenho tascas, mas já descobri uma mercearia óptima. Vou de metro para o trabalho, poupo o ambiente e sinto que as gasolineiras que não precisam de mim para nada. Já vi dois jovens do mesmo sexo aos beijos na plataforma do metro, admirei a sua coragem, mas contínuo, como qualquer homem, a achar muito mais bonito o amor lésbico. Até daqui a nove anos!

Até Já

PaiBuda

ENGANA-ME QUE EU NÃO GOSTO

Setembro 8th, 2011

Olá! Muitas foram as pessoas que me questionaram ao longo dos anos se os textos aqui escritos são ou não reais. Sempre deixei a imaginação solta a quem me lia, mas hoje aqui temos uma realidade: no espaço de quatro dias já me tentaram enganar várias vezes. Eu explico: fui comprar uma cama de casal, tentaram enganar-me em 200 €. Não fosse a minha intuição masculina, acabando com o mito que os homens só sentem alguma coisa quando se deparam com maminhas grandes, estaria eu todo contente a pensar que tinha feito um negócio normal. Não, repito, a mesma cama, o mesmo colchão, custam menos 200€ em outras lojas. Um telefonema, três ou quatro verdades e o problema foi resolvido. Mais realidade? Quero comprar um vidro, 140x80cm e 10mm de espessura. De manhã, ao telefone, o funcionário de uma loja em Benfica deu-me o preço de 145€ + IVA, ou seja, 178,35€ no total. Liguei novamente à tarde para perguntar quanto ficaria se as medidas aumentassem mais 10cm. A senhora que me atendeu fez as contas e eis que: 306,27€ já com IVA.

Para tentar perceber até onde chega a lata das pessoas, voltei às medidas iniciais e eis que oiço que “é só tirar 10 euros ao preço que lhe dei anteriormente.” Tiro os 10€ porquê se a mesa vai ter menos 20cm de material? Feitas as contas, na melhor das hipóteses o vidro custar-me-ia 293,97€, mais 115€ do que me foi dito primeiramente. Chegamos todos à triste conclusão que a inflação subiu, naquela rua de Benfica, exponencialmente em três horas. A realidade é simples, se Portugal já antes da crise era um dos países do Mundo onde a espécime Chico Esperto mais proliferava, agora a espécie parece evoluir para o Chico Esperto com Pelinhos na Língua! Sim, tentei ser realmente nojento com esta dos pêlos na língua, para vocês imaginarem cera bem quente na boca destas pessoas que tomam os outros por parvos e, sejamos francos, às vezes conseguem. Amanhã, no entanto, só para me rir, ligo para lá de novo e peço para falar com ela, depois com ele!

Real, muito real foi algo que li e ouvi mais tarde no jornal da noite da SIC. Mário Soares, ex Primeiro-Ministro (PM), ex Presidente da República, ex tudo e mais alguma coisa, apelidou o Ministro das Finanças de “político ocasional” e o Ministro da Saúde de “contabilista”. Um homem, e estou a falar de Mário Soares, que enquanto PM teve de solicitar por duas vezes ajuda externa do FMI, que foi durante anos líder de um partido que tem a mania das grandezas, um homem que, com a sua experiência devia saber que nesta fase o silêncio é de ouro, ou não? E se não quer ouro critique pelo menos de forma construtiva, apresente soluções, mostre novos caminhos, ou também não? Presumo que seja difícil para a maioria intuir que em Portugal precisamos estar todos unidos, juntos, para que possamos sobreviver. Debate político sim, soluções exequíveis, óptimo, velhos do Restelo, literalmente, que lançam confusão mental entre os mais distraídos, podem ficar em casa a gozar a reforma.  

Existe por outro lado uma realidade bem mais bonita, aquela que saboreio ao sentir tão grande amor por ti, inesperado, mas confiante, batalhador, mas tão suave e o facto de seres do Sporting também ajuda muito. Seja sobre uma cama com menos 200€ ou a deglutir carradas de gelado numa mesa de mais 115€, a realidade é que contigo, pela primeira vez na vida, posso ser genuíno e não ter medo do amanhã. O amor só é real quando vejo uma borbulha nejenta nascer na tua testa, qual adolescente nos primeiros meses de puberdade, num desespero reconfortante de alguém que, com ou sem borbulhas, se deixou arrebatar por um sentimento que me faz sentir bonito em cada momento da minha vida. Se isto fosse a letra de uma canção lamechas, dir-te-ia que o meu coração te pertence, que não há estrelas no céu longe de ti, que te quero deitar numa cama de rosas e que nada nos separará. Lugares comuns, pirosos, qual filme recomendado pelo Jorge Mourinha, esse vulto da critica cinéfila e que me fez adormecer pela segunda vez numa sala de cinema. Mas sim, nada em ti é um engano para mim!

Até já

PaiBuda

CRIANÇAS SEM FRALDA NUM MUNDO SEM CORAGEM

Setembro 1st, 2011

Olá! Hoje começa uma nova etapa do PaiBuda. Não que o passado pretenda ser esquecido, mas o presente quer-se mais brilhante, inovador e consciente. O tempo corre, as mudanças acontecem, retemperamos vontades, alimentamos valores e procuramos uma nova consciência para a nossa vida. Onde existe alegria, existe também coragem. Onde existe saber, tem de existir o pensar e crescemos quando começamos a intuir que nada gira à nossa volta, somos nós que fazemos o Mundo girar. Continuarei a escrever sobre amor, é a energia que nos une e transforma. Tentarei continuar a dedilhar gargalhadas, pelo menos as minhas, porque me cada sorriso nasce uma corrente de felicidade. Pesquisarei, estarei sempre informado de forma a conseguir expor ideias e convicções sobre o que me rodeia, o que te rodeia, seja política, desporto, economia, uma simples vivência transformadora. Tudo misturado com amor e humor poderá ser bem saboroso, a seu tempo veremos. Escreverei, no entanto, apenas e só quando sentir que vou marcar a diferente porque já não suporto egos gigantes com almas tão pequenas!

A RTP Madeira e a RTP Açores custam 24,7 milhões de euros por ano ao Estado e o governo prepara-se para limitar as emissões para quatro horas por dia de forma a reduzir os custos. O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, já veio a público mostrar a sua indignação com a medida governativa, pelos vistos uma afronta nestes tempos de “riqueza”, mas esquece-se, a título de exemplo, que existem crianças nas misericórdias portuguesas que vão com uma fralda para casa e voltam no dia seguinte com a mesma fralda porque os pais não têm dinheiro para as comprar! Crianças, estamos a falar de crianças! Parece-me que apesar de todas as dificuldades pelas quais passamos, uns mais do que outros infelizmente, ainda não descobrimos que precisamos de bem menos do que imaginamos e que um jantar feito a dois poderá ser bem mais saboroso que uma ida a um restaurante, só porque os filmes nos ensinaram que é romântico. Não vejam esta afirmação como um radicalismo, mas lembro-me sempre das crianças que estão mais de 12 horas com a mesma fralda!

Quando leio os comentários que outros compatriotas deixam nas notícias publicadas por jornais na Internet fico assustado, ou melhor, revolto-me e tenho vontade de me transformar no Mel Gibson pintado e de espada em punho tal como no filme Braveheart. É revoltante, repito, ver a incapacidade das pessoas perceberem que durante anos vivemos como País, como sociedade e como famílias, bem acima das nossas possibilidades. Mais indignado fico quando um governo assume um País na falência, por todas as razões que sabemos, e ainda existe quem defenda o indefensável, quem se preste ao papel de crítico quando devia, e aqui radicalizo, calar-se e trabalhar em dobro. Muitos são os que defendem que todos os políticos são iguais, que não existem grandes diferenças entre a esquerda e a direita, mas refuto, trata-se disso mesmo, um choque de ideologias que desune um povo incapaz de pôr de lado o egoísmo e lutar por um ideal comum, erguer Portugal como uma Nação de bem e, sobretudo, de pessoas de bem. Como alguém me disse um dia, “foi com este governo que arranjei este grande emprego que tenho, estou-me a cagar para os outros!”

Termino com algo que me marcou na semana passada. Todos, penso que até as mulheres, souberam que José Mourinho colocou um dedo no olho de um treinador-adjunto do Barcelona, na partida da 2ª mão da Supertaça de Espanha. As imagens correram Mundo, o nosso treinador foi criticado de uma forma feroz e dias após, num jogo em pleno Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid, o apoio ao treinador setubalense foi arrepiante. Nada que muitos de nós que acompanham o fenómeno desportivo não estivéssemos à espera. Impressionante, no entanto, foi ver os Ultra Sur, claque radical nacionalista do Real Madrid, erguer uma faixa onde se podia ler: “Mou, nuestro apoyo es inquebrantable“, ou seja, Mourinho o nosso apoio é inquebrável. Pergunto como consegue uma pessoa num país que não é o dele, ídolo é certo, amenizar o fanatismo de uma claque radical? E como a palavra radical surge tantas vezes neste texto, deixo-vos uma sugestão de leitura que vos prenderá a respiração: “Diário de um Skin” do jornalista espanhol António Salas, o primeiro e único jornalista a conseguir viver um ano infiltrado no movimento neonazi, neste caso o espanhol.

Até Já

PaiBuda

 

CINCO FRASES QUE UM HOMEM NUNCA DEVE DIZER

Julho 18th, 2011

Olá! Hoje regresso de férias com novas experiências, novas energias e novas frases ouvidas e impossíveis de esquecer. Decidi escrever sobre as frases que os homens mais dizem e que as mulheres mais detestam ouvir. Pedi a umas amigas durante as férias para me ajudarem na elaboração da lista com as cinco frases que elas não suportam, que as deixa à beira de um ataque de nervos – o objectivo era esse e não começarem todas aos beijos na boca à minha frente. Por horas, quase consegui entender a natureza feminina, repito quase porque nenhum homem o conseguirá. No fim percebi taxativamente que nós homens com simples frases conseguimos arruinar o que tanto nos custou a conquistar: o amor delas!

Elaborámos mais uma lista – muito gosto eu de listas – onde as respostas são bem simples, sinceras e muito esclarecedoras. Aliás, um dia desejo conhecer uma mulher que não tenha resposta para tudo e nesse dia, quando essa bênção do Universo surgir… caso-me! Aprendi também que as senhoras, meninas e afins, muitas vezes dão mais importância ao que dizemos do que propriamente ao que fazemos o que, infelizmente, está mal! Por isso, meus amigos, cuidado, muito cuidado, olhos bem abertos, mas boca bem fechada, até a comer porque até nisso reparam, neste caso, bem! Por cada namoro ou casamento que se salvar com estas dicas, quero 100 euros! (Deixo bem claro que este site nunca será um consultório sentimental).

As cinco frases que um homem Nunca Deve Dizer a Uma Mulher:

1 – Cozinhas quase tão bem como a minha Mãe! (Malas à porta.)

2 – Estás mais gordinha minha princesa. (Princesa? Gordinha? Um mês sem sexo e jantar.)

3 – Devias ser meiga como uma colega minha de trabalho! (Tu devias ser como um colega meu que tem uma pilinha maior! Incha.)

4 – Não posso ir sair contigo porque vai dar futebol na TV. (Não posso fazer amor contigo porque me dói a cabeça!)

5 – Estar com as tuas amigas? Elas são umas frustradas! (Não tanto como eu por ter casado contigo.)

Aprenderam alguma coisa? Eu aprendi e no próximo mês e meio vou colocar em prática estes ensinamentos. Volto dia 1 de Setembro, após uma merecidas férias, renovado de uma inspiração que nesta altura já não é muita e com uma enorme vontade de continuar a fazer parte da vida de todos os que me visitam.

Até Já

PaiBuda

O LADO BOM DA TRAIÇÃO

Junho 30th, 2011

Olá! Hoje o tema é Traição. Parto para férias com este difícil assunto, difícil, mas deveras interessante e capaz de fazer sucesso. Se querem saber, talvez não queiram, nunca me preocupei com o facto de já ter sido traído ou não. Que a Espada de Jedi esteja sempre comigo! Vejamos então: traição segundo o dicionário de língua portuguesa não é mais que “a acção ou efeito de trair”, “deslealdade”, “aleivosia”, “perfídia”, “cilada” e/ou “infidelidade”. Se a traição é difícil, as palavras que a explicam são ainda mais. No entanto, esclareço-vos: Acção ou efeito de trair é a fase em que entramos no ginásio e até aquelas velhotas já com peles descaídas nos parecem a Samantha Fox! Deslealdade resume ao efeito devastador de dizer-mos que estamos cansados, vamos dormir e depois temos em nossa casa duas amigas que querem correr nuas da sala para o quarto e do quarto para a sala!

Aleivosia é francamente assustadora e faz lembrar comida com muito picante, daquele que faz mal aos intestinos e pela experiência de vida que já adquiri, parece-me que é na fase em que nos despimos em três segundos e começamos a alarvar, outra palavra bonita muito usada no eixo Damaia-Buraca-Reboleira, que significa vontade de comer, certo? Perfídia é a minha favorita. Acontece quando a nossa namorada nos trai com um gajo que, apesar de usar roupas Gant, não toma banho há uma semana. Cheiro delicioso que surge depois de comermos Aleivosia? Cilada basicamente resume-se ao facto de termos andado a gastar dinheiro em bons restaurantes, em presentes caros, em cheque oferta para massagens para depois os enormes seios explodirem na cara de outro. Infidelidade é quase uma companhia de seguros, por isso vamos ver a Traição pelo lado positivo?

Vocês pensam que estou a alucinar, mas existe um lado muito positivo na Traição. Reparem: somos traídos, ficamos muito mal, logo já temos desculpa para beber muitas mines, muito gelado e ir ao Passerelle ver mulheres nuas deslizarem num poste de Inox. Venha de lá essa traição. Depois, se pensarem bem, como o Universo é inteligente, temos sempre a certeza que quem nos traiu também será traído, logo pode ser que nos encontremos todos ao pé das caixas de gelado no Pão de Açúcar e finalmente possamos ter aquela noite a três que sempre sonhámos: eu, a traidora e a stripper. Excelente título para um filme daquele canal chamado XXL que eu nunca vi, mas que sei que já acabou, e que as minhas vizinhas cinquentonas solteiras gostavamm muito!

No entanto não ficamos por aqui. Sermos traídos dá-nos o direito de termos seis meses de luto, logo a nossa conta bancária vai crescer. Não percebo o que acabei de escrever, mas algo cresce. Melhor, podemos finalmente dizer que ela era peluda, tinha quilos de celulite e cheirava mal da boca, sem parecer que temos falta de carácter. Afinal somos as vítimas. No caso das mulheres ainda é mais flagrante porque no dia em que virem o vosso ex-namorado traidor com a outra, podem sempre passar e dizer: “Já o viste nu? Ridículo não achas?” Por último uma traição não é mais que uma bênção do universo, é um dois em um. As energias lá de cima fazem-nos ver que aquela pessoa não teria qualidade emocional para estar ao nosso lado e, no caso das senhoras, podem finalmente ter na mão a Espada de Jedi que vos possibilitará combater todos os traidores que vos querem magoar. Só quero o vosso bem! Alegrem-se, nada nunca é tão mau como parece.

Até Já

PaiBuda